Convocadas pela plataforma ‘Braga contra a guerra’, cerca de três dezenas de pessoas concentraram-se, ao final da tarde desta quinta-feira, para “condenar firmemente” o ataque militar dos EUA e de Israel contra o Irão.
Em nota enviada às redações, a plataforma lembra que o Irão, como qualquer outro Estado, tem direito à sua integridade territorial, à sua soberania e ao seu desenvolvimento independente.
“Exigir que um povo abdique da sua capacidade de autodefesa enquanto é alvo de ataques sistemáticos constitui uma exigência inaceitável, incompatível com qualquer princípio real de justiça e de igualdade entre as nações”, aponta.
Deste modo, a plataforma reivindica a paragem da “espiral da guerra pela construção de uma paz verdadeira, lutar contra o imperialismo, o militarismo e todas as formas de opressão e na defesa do direito internacional”.
GUERRA DE TRUMP, NETANYAHU E RANGEL
“Travar esta escalada de guerra é uma responsabilidade coletiva”, afirma, considerando que “não é um episódio isolado”.
“Insere-se numa longa cadeia de agressões promovidas pelo imperialismo americano e pelo Estado de Israel contra os povos da Ásia Ocidental: a destruição do Iraque e da Líbia, a guerra contra a Síria, o genocídio em curso em Gaza, os ataques contra o Líbano, a instalação do caos no Afeganistão, as ingerências no Iémen e anos de pressão política, económica e militar sobre o Irão”, diz a plataforma.
Dizem que esta “guerra de Trump, Netanyahu, Rangel” proporcionou “uma crise energética sem precedentes que afeta toda a população, com o aumento da energia, das casas, da fatura do supermercado”.
“A guerra, mesmo quando parece distante, tem impactos diretos na vida das pessoas em Portugal, agravando o custo de vida e a instabilidade económica”, sublinha. “O nosso salário já mal chegava para viver e agora a situação agravou-se ainda mais, tudo por causa da ganância de quem continua a querer enriquecer à custa dos mesmos de sempre.”






