Os Estados Unidos enviaram ao Irão um plano de paz composto por 15 pontos, com o objetivo de pôr fim ao atual conflito na região, segundo informações avançadas por fontes citadas pelo New York Times e pela agência Reuters.
De acordo com as mesmas fontes, a proposta terá sido entregue por via diplomática através do Paquistão e prevê o início de negociações durante um cessar-fogo de 30 dias. A existência do plano foi também confirmada pelo Canal 12 de Israel.
Ormuz como zona marítima livre
Entre os pontos centrais da proposta destaca-se a criação de uma zona marítima livre no Estreito de Ormuz, garantindo a circulação segura de navios numa das rotas energéticas mais importantes do mundo.
A medida surge numa altura em que a instabilidade na região tem afetado o transporte marítimo e contribuído para a volatilidade dos mercados de النفط e gás.
Exigências sobre programa nuclear
Os primeiros cinco pontos do plano incidem sobre o programa nuclear iraniano. Washington propõe que Teerão desmantele instalações nucleares estratégicas, nomeadamente em Natanz, Isfahan e Fordow, e se comprometa a não realizar enriquecimento de urânio em território nacional.
O plano inclui ainda a entrega de todo o material nuclear enriquecido até uma data a acordar, bem como o compromisso definitivo de não desenvolver armas nucleares.
Além disso, os Estados Unidos pretendem negociar limitações ao programa de mísseis iraniano e o fim do apoio financeiro a grupos aliados na região, como o Hezbollah e o Hamas.
Levantamento de sanções em troca
Em contrapartida, o Irão poderá beneficiar do levantamento das sanções internacionais e do apoio ao desenvolvimento de um programa nuclear civil.
Até ao momento, nem a Casa Branca nem o Departamento de Estado comentaram oficialmente a proposta. Ainda assim, o Presidente norte-americano, Donald Trump, manifestou recentemente otimismo quanto à possibilidade de alcançar um acordo com Teerão.
O plano surge como mais um esforço diplomático para conter a escalada no Médio Oriente, numa fase em que a comunidade internacional acompanha com preocupação os riscos de agravamento do conflito e os seus impactos globais.



