O Movimento de Cidadania Contra a Indiferença recebeu com “estupefação e indignação” a resposta ao pedido de esclarecimento enviado à Comissão Nacional de Eleições (CNE), em vésperas das eleições autárquicas de 2025, quanto à campanha que esta organização desenvolveu no dia do ato eleitoral.
Recorde-se que a companha consistiu com a distribuição de uma esferográfica no centro da cidade de Braga onde se apelava à ida das urnas: ‘Dia 12 de Outubro leva-me contigo. Vota’.
Paulo Sousa, coordenador do Movimento, conta, em comunicado, que a CNE, cinco meses e meio depois, respondeu que “é proibido praticar ações ou desenvolver atividades de propaganda eleitoral por qualquer meio, na véspera e no dia da eleição até ao fecho das urnas. A hipótese enunciada na exposição de V.Exa. poderá integrar ainda a proibição de propaganda, por se realizar no dia da eleição”.
Em resultado desta “intempestiva resposta”, o Cidadania Contra a Indiferença enviou uma nota de repúdio considerando a resposta “uma falta de respeito e consideração pelos cidadãos subscritores deste movimento”. No texto, refere que a CNE, mais uma vez, “interpreta de forma errónea, com dois pesos e duas medidas, a lei , permitindo a uns o que proíbe a outros”.
Para o movimento, a posição da CNE, tal como aconteceu em maio de 2025, aquando da realização das eleições legislativas, em que o seu coordenador exibiu uma camisola com o mesmo objetivo, não “teve nem terá, em qualquer circunstância alguma, qualquer efeito sob a ação pedagógica que, à semelhança dos agentes políticos, produzem declarações no dia das eleições, apelando à ida às urnas por parte dos cidadãos”.
O movimento conclui, na carta que dirigiu à CNE, que era preferível que este organismo “mantivesse o silêncio”. “Sempre se poupava ao ridículo da exposição e indignação públicas que, mais uma vez, uma posição pouco ponderada, suscita e suscitará, junto dos cidadãos informados”, remata.




