A Páscoa de Vila Verde tem no Ovo da Ponte, na Vila de Prado, a marca que a distingue de outras celebrações do Domingo da Ressurreição minhotas, todas elas marcadas pela fé católica, tradições ancestrais, gastronomia típica e reencontro familiar.
Sobre o início da tradição do Ovo na Ponte – mais um desses rituais comunitários que misturam fé e convívio popular de que o Minho é riquíssimo -, pouco de sabe. Sabe-se sim que é uma das festas mais curtas de Portugal, pois o momento alto acontece apenas nos minutos em torno da meia-noite.
Diz-se que esta tradição é secular, embora não seja conhecida a data exata do início da sua organização formal, uma vez que a iniciativa começou de forma espontânea e popular e que agora atrai milhares de pessoas à ponte filipina (e monumento nacional) que liga Braga a Vila Verde.
Hoje em dia, a festa é promovida pela Junta de Freguesia da Vila de Prado, assegurando iluminação festiva da ponte, em colaboração com a Casa de Povo de Prado, responsável pela cozedura e distribuição de milhares de ovos aos visitantes que não levem o seu próprio farnel [confirmar]. Já o município presta apoio institucional e logístico, integrando o evento na estratégia de promoção turística e cultural do concelho.
A origem do ritual é atribuída a um grupo de amigos que, num Domingo de Páscoa, decidiu levar ovos cozidos e vinho verde para a Ponte de Prado para uma noitada de cantoria e convívio.
Reza que após essa noite, os jovens sentiram-se particularmente bem. Acreditaram que comer o ovo naquele local e hora os tinha protegido de males físicos, uma forma simpática de dizer que o Ovo na Ponte terá evitado as dores de cabeça de uma grande ressaca.
Este ano o S. Pedro parece quer ajudar como o fez no ano passado: a previsão aponta para uma noite sem chuva de 8º C, depois de um dia com a máxima a rondar os 26º.



