O Domingo de Páscoa celebra-se este ano com as habituais manifestações de fé e tradição, assinalando a Páscoa como um dos momentos mais significativos do calendário religioso. A expressão “Cristo Ressuscitou, aleluia, aleluia!” ecoa por igrejas e comunidades, simbolizando a renovação espiritual que marca esta data.
Se o Domingo de Páscoa pudesse ser traduzido em sons, seriam os das campainhas, sinos e foguetes que anunciam a passagem do Compasso Pascal. Esta tradição, profundamente enraizada em várias regiões do país, leva a cruz pascal às casas dos fiéis, que a beijam em sinal de devoção. Pelo caminho, destacam-se os tapetes decorativos feitos com pétalas e ervas, que embelezam as entradas e ruas por onde passa o compasso.
Após o período de jejum e reflexão da Quaresma, o almoço de Páscoa assume um papel central na celebração, reunindo famílias à volta da mesa. Mais do que uma refeição, trata-se de um momento simbólico de união, partilha e renovação.
Entre os pratos tradicionais, o cabrito ou o borrego assado continuam a ocupar lugar de destaque. Nas sobremesas, para além dos populares ovos de chocolate e amêndoas, mantêm-se vivas receitas típicas como as cavacas, os casadinhos, os coquinhos e o clássico pão de ló, que atravessam gerações.
Em concelhos como Vila Verde, a vivência desta quadra mantém-se particularmente intensa, com as portas das casas abertas para acolher o Compasso Pascal e partilhar iguarias, num ambiente que conjuga religiosidade e espírito comunitário.
Hoje, como no passado, o Domingo de Páscoa afirma-se como uma celebração que vai além da dimensão religiosa, sendo também um momento de encontro, identidade cultural e reforço dos laços familiares.
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