O Domingo de Páscoa fica marcado, em Coucieiro, pela passagem do Compasso Pascal, numa jornada de fé e tradição que leva a Cruz aos lares da localidade, acompanhada por mensagens de alegria, paz e harmonia.
O dia festivo começou com a celebração da eucaristia, animada pelo grupo coral local. No final da missa, as Cruzes — este ano em número de duas, para tornar a visita mais célere — saíram para o exterior da igreja, onde aguardava a Banda Musical de Aboim da Nóbrega, contratada para acompanhar o Compasso Pascal ao longo do dia.
A missão de levar Jesus Cristo às casas de Coucieiro está, este ano, a cargo dos mordomos da família Martins. André Martins, um dos responsáveis, descreveu a iniciativa como expressão de uma “paróquia em família”, sublinhando que, para além da Cruz, o propósito é também “levar e desejar alegria, paz e harmonia” a todas as famílias.
A manhã pascal fica igualmente assinalada por um momento de homenagem promovido pela família Martins a dois familiares já falecidos. Antes da missa, a família reuniu-se no cemitério local para recordar Silvestre Martins e Leopoldina Silva, num gesto de gratidão e memória.
Silvestre Martins, natural de Pico de Regalados, e Leopoldina Silva, natural de Coucieiro, partilharam uma vida em comum marcada pelo trabalho, dedicação e espírito de união. Segundo a família, ele foi emigrante, enquanto ela se dedicou ao lar, sendo recordada como um dos pilares da família, pela generosidade e amor com que sempre viveu.
Para os familiares, ambos deixaram “um legado de humildade, união e fé, valores que continuam bem presentes” nas suas vidas. A homenagem, explicaram, surgiu como forma de agradecimento e de preservação da memória, tendo sido realizada no dia da Ressurreição de Jesus como forma simbólica de transformar a data num dia de festa também no céu.
“Vivemos este momento com emoção, gratidão e o desejo sincero de honrar a sua história, porque muito do que somos hoje vem deles”, afirmou à reportagem Joana Fernandes, neta do casal homenageado.
Entre a celebração religiosa, a visita pascal e a evocação dos entes queridos, Coucieiro viveu assim um Domingo de Páscoa profundamente marcado pela fé, pela tradição e pela união familiar.
[email protected] / Com Emílio Costa (CO 1179)





































