O preço do cabaz de bens alimentares essenciais voltou a registar uma subida e fixou-se nos 257,95 euros, atingindo um novo máximo desde 2022, de acordo com a mais recente análise semanal da DECO PROteste.
O valor representa um aumento de 2,95 euros face à semana anterior e reflete a continuidade da tendência de subida dos preços dos produtos alimentares. Desde o início do ano, o mesmo conjunto de 63 bens essenciais já encareceu 6,67%, correspondendo a mais 16,12 euros no total.
Quando comparado com períodos anteriores, o agravamento torna-se ainda mais evidente: há um ano, o cabaz custava menos 19,79 euros, enquanto em janeiro de 2022 era possível adquiri-lo por menos 70,25 euros, o que traduz um aumento acumulado superior a 37%.
Entre os dias 1 e 8 de abril, destacaram-se alguns aumentos significativos, nomeadamente na massa esparguete, com uma subida de 24%, na massa espiral, que aumentou 18%, e no atum em óleo vegetal, que encareceu 16%.
Na comparação homóloga, os maiores aumentos verificaram-se no carapau, com uma subida de 55%, na couve-coração, que aumentou 49%, e nos brócolos, que registaram um acréscimo de 42%.
Desde o início da monitorização, há produtos que evidenciam subidas particularmente acentuadas, como a carne de novilho para cozer, que mais do que duplicou de preço, bem como a couve-coração e os ovos, também com variações expressivas.
O cabaz analisado pela DECO PROteste inclui 63 produtos essenciais de diferentes categorias, como carne, peixe, laticínios, frutas, legumes e mercearia, refletindo o impacto generalizado da evolução dos preços no custo de vida das famílias.



