O Presidente da República, António José Seguro, promulgou esta manhã o decreto da Assembleia da República que reduz temporariamente os limites mínimos das taxas do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP), com efeitos até 30 de junho.
De acordo com uma nota divulgada pela Presidência da República, a promulgação ocorreu em Tomar e confirma a entrada em vigor da medida destinada a atenuar o impacto do aumento dos preços dos combustíveis junto dos consumidores.
O diploma agora promulgado permite ao Governo baixar os limites mínimos das taxas unitárias do ISP, criando margem para conter a escalada dos preços dos combustíveis.
A decisão surge num contexto de subida dos preços energéticos, fortemente influenciada pela instabilidade internacional, nomeadamente pela guerra no Médio Oriente.
A proposta do Governo foi aprovada por unanimidade no parlamento dois dias antes da promulgação, refletindo um consenso alargado entre as forças políticas quanto à necessidade de medidas de mitigação.
O caráter temporário da redução — em vigor até 30 de junho — visa responder a uma conjuntura excecional, permitindo ajustar a carga fiscal aplicada aos combustíveis em função da evolução dos mercados.
Com esta alteração, o Executivo procura reduzir a pressão sobre famílias e empresas, num momento em que os custos energéticos continuam elevados.
O ISP é uma das principais componentes do preço final dos combustíveis em Portugal, pelo que alterações nas suas taxas têm impacto direto no valor pago pelos consumidores.
O Governo não exclui a possibilidade de rever ou prolongar a medida, dependendo da evolução dos preços internacionais e da situação geopolítica.



