O julgamento do suspeito de matar Manuel Gonçalves (“Manu”), em abril do ano passado, junto ao Bar Académico de Braga, foi suspenso pelo Tribunal de Braga, devido a um incidente de recusa apresentado pelos advogados de defesa do arguido.
A defesa do suspeito do crime, o cidadão brasileiro Matheus Marley Machado, pediu o afastamento das três juízas do tribunal coletivo, apontando-lhes “falta de imparcialidade”. O requerimento baseia-se em transcrições das audiências que, segundo os causídicos, atestam um juízo de pré-julgamento por parte das magistradas.
A juíza-presidente, Sónia Martins, reagiu formalmente ao pedido, fazendo subir o incidente processual para o Tribunal da Relação de Guimarães e suspendendo a sessão final. Em exposição enviada aos juízes-desembargadores, as três magistradas rejeitam categoricamente as insinuações de parcialidade.
Para esta segunda-feira estavam marcadas as alegações finais do Ministério Público e da defesa no Tribunal de Braga.



