As quatro confederações patronais com assento na Concertação Social vão afinal participar na reunião desta segunda-feira com a União Geral de Trabalhadores e o Ministério do Trabalho, dedicada à reforma da legislação laboral.
A presença dos representantes dos empregadores foi confirmada depois de notícias iniciais apontarem para a sua ausência, na sequência de um comunicado divulgado no domingo em que criticavam a posição da UGT. No entanto, segundo informações apuradas, a participação está agora assegurada.
Em causa está a rejeição, por parte do secretariado nacional da UGT, da proposta de revisão da lei laboral apresentada pelo Governo. As confederações patronais — Confederação Empresarial de Portugal, Confederação do Comércio e Serviços de Portugal, Confederação dos Agricultores de Portugal e Confederação do Turismo de Portugal — acusaram a central sindical de ter tomado a decisão com base numa versão desatualizada do documento.
Num comunicado conjunto, as organizações manifestaram “profundo desapontamento” com a decisão da UGT e com declarações públicas posteriores dos seus dirigentes, alegando que o texto rejeitado não refletia os avanços alcançados na última ronda negocial.
Segundo os empregadores, a central sindical terá ignorado consensos já estabelecidos e procurado reabrir matérias que consideravam encerradas, o que, defendem, compromete os princípios de integridade, respeito mútuo e boa-fé que devem reger o processo negocial.
Apesar das críticas, as confederações decidiram manter-se no processo de diálogo, assegurando presença na reunião desta segunda-feira, considerada determinante para avaliar a continuidade das negociações.
No mesmo comunicado, os representantes patronais saudaram ainda a disponibilidade do António José Seguro para os receber, indicando que pretendem expor os avanços alcançados e clarificar a sua posição sobre a proposta em discussão.
A reunião desta segunda-feira decorre num clima de tensão entre parceiros sociais, mas com sinais de abertura para a retoma do diálogo em torno de um dossiê considerado central para o mercado de trabalho em Portugal.



