A Assembleia Plenária elegeu, esta terça-feira, o bispo de Coimbra, D. Virgílio do Nascimento Antunes, como novo presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, sucedendo a D. José Ornelas. O arcebispo de Braga, D. José Cordeiro, é o novo vice-presidente para o triénio 2026-2029.
Atual bispo de Coimbra, D. Virgílio do Nascimento Antunes, de 64 anos, foi vice da CEP durante dois mandatos. Cumpre-se, assim, a tradição de os bispos portugueses elegerem como seu representante máximo o vice-presidente do mandato cessante.
“É uma missão, é um cargo que se assume dentro da Igreja, dando continuidade àquilo que é a nossa vida de serviço à Igreja, em muitos e diferentes lugares, em muitas e diferentes circunstâncias, mas é sempre o mesmo espírito”, indicou, nas suas declarações iniciais, citadas pela Agência Ecclesia.
O novo presidente da CEP assumiu a intenção de dar continuidade ao trabalho dos últimos anos, que considerou “muito meritório”, aludindo a áreas como “evangelização” ou “os abusos sexuais na Igreja e a proteção de menores”. “Na Igreja não há dossiês fechados, nem que se possam fechar, e alguns deles têm a premência da continuidade, do aprofundamento”, acrescentou D. Virgílio do Nascimento Antunes.
O bispo de Coimbra assumiu a necessidade de estar atentos às “questões fraturantes” na sociedade e às consequências da guerra. “Não pode haver uma Conferência Episcopal, em Portugal ou no mundo, que esteja alheia às questões fundamentais que se passam dentro da própria Igreja e dentro da sociedade”, indicou.
Como vogais do Conselho Permanente, a Assembleia Plenária, reunida em Fátima, elegeu D. António Augusto de Oliveira Azevedo, D. António Manuel Moiteiro Ramos, D. Armando Esteves Domingues e D. José Augusto Traquina Maria. O Conselho integra ainda D. Rui Manuel Sousa Valério, uma vez que o Patriarca de Lisboa é membro nato.
O secretário da Conferência Episcopal Portuguesa, os presidentes das Comissões Episcopais e os delegados eleitos serão divulgados posteriormente.



