A SIBS anunciou a conclusão com sucesso de uma prova de conceito que demonstra a interoperabilidade entre diferentes soluções europeias de pagamento móvel, permitindo realizar compras em lojas físicas de outros países com aplicações nacionais como o MB Way.
O projeto foi desenvolvido em parceria com a Bancomat e a European Payments Initiative (EPI), responsável pela solução Wero, abrangendo mercados como França, Alemanha e Bélgica.
A demonstração, realizada em Lisboa, comprovou que utilizadores destas plataformas conseguem efetuar pagamentos transfronteiriços em estabelecimentos comerciais, recorrendo a tecnologias como QR Code e NFC (contactless), sem necessidade de mudar de aplicação.
Segundo a SIBS, este avanço representa um passo decisivo para a criação de um ecossistema europeu de pagamentos digitais mais integrado e autónomo, reduzindo a dependência de operadores internacionais fora da Europa.
“Este marco técnico comprova a viabilidade operacional de um sistema europeu de pagamentos digitais mais integrado”, refere a empresa, sublinhando os benefícios em termos de simplicidade, segurança e aceitação generalizada para consumidores e comerciantes.
Apesar dos resultados positivos, a implementação prática destas funcionalidades ainda depende da conclusão de acordos entre os parceiros. A expectativa é que os pagamentos em loja entre países europeus estejam disponíveis a partir de 2027.
Antes disso, está prevista já para 2026 a expansão das transferências imediatas entre particulares (P2P) a vários países. Atualmente, o MB Way permite transferências para Espanha e Itália através de parcerias com sistemas como o Bizum e o Bancomat.
O projeto integra um Memorando de Entendimento assinado no início de 2026 entre várias soluções europeias, incluindo Bancomat (Itália), Bizum (Espanha), MB Way (Portugal), Vipps MobilePay (países nórdicos) e a EPI. No total, estas plataformas representam cerca de 130 milhões de utilizadores em 13 países, cobrindo aproximadamente 72% da população da União Europeia e da Noruega.
A ambição passa por alargar progressivamente este sistema a todo o espaço europeu, permitindo que os utilizadores realizem pagamentos além-fronteiras com a mesma facilidade de uma transação nacional.



