O Governo aprovou um apoio extraordinário direto às empresas do setor dos transportes, que poderá variar entre 114 e 420 euros por veículo, com o objetivo de mitigar o impacto do aumento dos custos energéticos associado à instabilidade no Médio Oriente.
O anúncio foi feito pelo ministro da Presidência, António Leitão Amaro, no final da reunião do Conselho de Ministros, detalhando que o apoio será pago uma única vez e ajustado em função da dimensão e peso dos veículos.
Além do combustível, o Executivo prevê também um apoio específico para o AdBlue, com valores entre 4,20 e 37,80 euros por veículo. No total, a medida representa um esforço financeiro estimado em cerca de 30 milhões de euros.
Segundo o governante, esta decisão surge como resposta ao contexto internacional adverso, marcado pela subida dos preços da energia, com reflexos diretos nos custos operacionais das empresas de transporte. “É uma forma de conter a escalada de preços para todos os consumidores”, sublinhou.
Em paralelo, o Governo aprovou ainda o adiamento, por três meses, do pagamento das contribuições à Segurança Social, inicialmente previstas para maio. A medida visa reforçar a liquidez das empresas num momento de maior pressão financeira.
O apoio agora anunciado abrange empresas de transporte de mercadorias, veículos de pronto-socorro e produtores ligados a cooperativas agrícolas, integrando-se num conjunto mais amplo de medidas já em vigor, como o gasóleo profissional.
Relativamente à eventual escassez de combustível para a aviação, o Executivo garante estar a acompanhar a situação, sem avançar, para já, com medidas concretas. “Estamos a analisar que respostas poderão ser adequadas”, afirmou António Leitão Amaro, destacando a importância estratégica do setor para a economia nacional.



