O Irão anunciou a abertura do Estreito de Ormuz à navegação comercial durante o período de cessar-fogo no Líbano, numa decisão comunicada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano através da rede social X. Segundo a tutela, a passagem de navios comerciais está oficialmente autorizada e assim deverá manter-se enquanto vigorar a trégua.
A medida surge num contexto de elevada tensão no Médio Oriente e poderá contribuir para aliviar a pressão sobre os mercados energéticos, tendo em conta a importância estratégica do Estreito de Ormuz como uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo e gás.
Entretanto, numa comunicação oficial, o Presidente do Irão afirmou que Israel foi “forçado a declarar um cessar-fogo” no Líbano, defendendo que o país “não tinha o direito de atacar o Hezbollah e outras frentes” naquele território.
O líder iraniano aproveitou ainda para agradecer ao Paquistão pelos esforços diplomáticos que, segundo referiu, ajudaram a preservar “a dignidade e o orgulho do Irão” durante o processo.
Na mesma intervenção, Teerão reiterou que “nunca procurou armas nucleares” e que não pretende fomentar instabilidade ou terrorismo na região, sublinhando uma posição de defesa face às acusações internacionais.
Analistas consideram que estas declarações refletem uma tentativa do Irão de reforçar a sua posição política e diplomática num momento delicado para a região, marcado por um equilíbrio frágil e pela incerteza quanto à duração do cessar-fogo no Líbano.



