O Movimento Humanamente condenou a aprovação de um projeto de lei que estabelece novas regras para a utilização de bandeiras em edifícios públicos.
Para aquele movimento de defesa de direitos humanos, liderado pelo famalicense Diogo Barros, a proposta agora aprovada restringe a liberdade de expressão a atenta à promoção da inclusão.
O porta-voz do Humanamente diz que a medida integra “uma estratégia de disputa cultural por parte da direita, que afasta a atenção das principais dificuldades do país, como a crise da habitação e a perda de poder de compra das famílias”.
Refira-se que a lei passa a proibir a exibição de bandeiras de natureza ideológica, partidária ou associativa em edifícios públicos, o que é considerado por Diogo Barros “um retrocesso”, ao limitar “a visibilidade de símbolos ligados a direitos humanos, como a bandeira LGBTQIA+, em datas internacionais de referência”.
O movimento também aponta incoerências nos partidos proponentes, lembrando situações anteriores em que símbolos partidários surgiram em instituições públicas.
Criada em 2023, a organização defende que o debate político deve focar-se em soluções para os problemas sociais e económicos do país e apela à defesa dos valores de liberdade, igualdade e inclusão.



