O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ter ordenado à Marinha norte-americana que “dispare e destrua qualquer embarcação” envolvida na colocação de minas no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas de transporte de petróleo no mundo.
A declaração foi feita através da rede social Truth Social, onde o chefe de Estado garantiu que não deve haver “qualquer hesitação” na resposta a este tipo de ameaça, acrescentando que operações de desminagem em curso serão intensificadas.
A escalada de tensão entre os Estados Unidos e o Irão já está a ter impacto nos mercados energéticos. Segundo Fatih Birol, as perturbações no estreito resultaram na perda de cerca de 13 milhões de barris de petróleo por dia.
Os preços do crude reagiram de imediato, com o barril de referência norte-americana West Texas Intermediate a subir mais de 4%, atingindo cerca de 96,73 dólares, enquanto o Brent do Mar do Norte avançou para 105,63 dólares.
Nos mercados financeiros, o impacto foi misto. O índice Nikkei, da bolsa de Tóquio, chegou a ultrapassar pela primeira vez os 60 mil pontos, impulsionado pelo setor tecnológico e pelas expectativas de retoma das negociações entre Washington e Teerão. Em sentido contrário, o índice Topix registou ligeiras perdas.
Empresas tecnológicas e de semicondutores lideraram os ganhos, com destaque para a Advantest e a Tokyo Electron. Também o grupo SoftBank valorizou significativamente, beneficiando do otimismo em torno da inteligência artificial.
Já no setor industrial e automóvel, empresas como a Toyota e a Sony registaram quedas.
O agravamento da situação no Estreito de Ormuz levanta preocupações sobre a estabilidade no Médio Oriente e os efeitos na economia global, numa altura em que os mercados acompanham de perto a evolução das relações entre Washington e Teerão.



