As centrais sindicais CGTP e UGT esperam mobilizar milhares de trabalhadores nas iniciativas agendadas para esta sexta-feira, 1.º de Maio, em todo o país, num contexto marcado pelo aumento do custo de vida e pelas negociações em torno do pacote laboral. A possibilidade de uma greve geral volta a estar em cima da mesa como uma das formas de luta a apresentar.
De Norte a Sul, estão previstas dezenas de ações, incluindo manifestações, intervenções político-sindicais, eventos culturais e atividades desportivas. Segundo o secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, são mais de três dezenas de iniciativas com o objetivo de denunciar “a brutalidade do aumento do custo de vida”, nomeadamente nos preços dos alimentos e combustíveis, bem como o que considera ser a falta de resposta do Governo.
A CGTP antecipa uma forte adesão e promete dar continuidade aos últimos meses de contestação social. “Perante a dimensão do ataque, maior terá de ser a resposta”, afirmou Tiago Oliveira, indicando que a central irá propor aos trabalhadores um reforço das formas de luta, incluindo a possibilidade de convocação de uma greve geral.
Em Lisboa, as comemorações incluem um desfile entre o Martim Moniz e a Alameda Dom Afonso Henriques, com início às 14h40, culminando num comício sindical. Já no Porto, está marcada uma manifestação na Avenida dos Aliados, a partir das 15h00, onde intervirá Filipe Pereira, da União de Sindicatos do Porto.
Por seu lado, a UGT concentra as comemorações no Centro Desportivo Nacional do Jamor, com início pelas 10h30, incluindo uma corrida e diversas atividades culturais. O secretário-geral adjunto da UGT, Sérgio Monte, admite uma participação superior à de anos anteriores, sublinhando o atual clima social e o crescente envolvimento de trabalhadores não sindicalizados.
Durante a tarde, estão previstas intervenções de várias figuras institucionais e sindicais, entre elas Isaltino Morais, Lucinda Dâmaso e Mário Mourão.
A UGT deverá também reiterar as suas propostas de alteração ao Código do Trabalho, num momento em que as negociações com o Governo permanecem inconclusivas. Entre os pontos em discussão estão o banco de horas individual, as regras aplicáveis a trabalhadores em regime de outsourcing e as limitações à atividade sindical.
O 1.º de Maio deste ano ganha especial relevância no contexto das negociações do pacote laboral, cuja conclusão poderá ocorrer após nova reunião da Concertação Social prevista para breve, convocada pelo Governo.
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