Apoiantes do movimento ambientalista Climáximo realizaram esta quinta-feira uma ação de protesto em Lisboa, retirando produtos de um supermercado no Campo Pequeno para posterior distribuição gratuita junto à Gare do Oriente.
Em comunicado, o movimento explica que cerca de uma dezena de ativistas entrou numa loja Continente, de onde retirou alimentos e artigos de higiene pessoal, saindo sem efetuar o respetivo pagamento. Os bens foram depois distribuídos numa banca instalada junto à estação do Oriente, direcionada a pessoas em situação de vulnerabilidade económica.
Segundo o Climáximo, a iniciativa pretendeu denunciar “os lucros extraordinários das grandes superfícies em contexto de guerra fóssil” e alertar para o impacto da crise climática e energética nos sistemas alimentares e no aumento do custo de vida.
Entre os produtos distribuídos encontravam-se pão, alimentos para bebés, massas e artigos de higiene pessoal.
Citada no comunicado, a ativista Inês Teles defendeu que “a dependência de combustíveis fósseis está não só a aumentar drasticamente o custo de vida, como irá provocar cada vez mais escassez de bens essenciais”.
A apoiante do movimento acrescenta que “as grandes superfícies e as empresas fósseis registam lucros ímpares com a guerra, com a pobreza das pessoas e com a destruição ambiental”.
A ação integra a denominada “Semana de Luta pelo Futuro”, promovida pelo Climáximo, que inclui várias iniciativas de protesto relacionadas com as alterações climáticas, justiça social e combate aos combustíveis fósseis.
Contactada pela agência Lusa, fonte oficial do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP indicou, ao início da noite, não dispor de informação sobre a ocorrência.
O movimento anunciou ainda que a semana de protestos termina esta sexta-feira com uma concentração junto à sede do Governo, em Lisboa.
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