A Câmara Municipal de Arcos de Valdevez vai investir 250 mil euros na criação de cinco equipas de Sapadores Florestais, através da assinatura de protocolos com associações florestais e comunidades locais de baldios, reforçando a prevenção e o combate aos incêndios rurais no concelho.
Os primeiros protocolos, no valor global de 100 mil euros, foram celebrados com a Associação Florestal do Lima e a Associação Florestal Atlântica, permitindo a constituição de duas equipas que terão como principal missão o desenvolvimento de ações de silvicultura preventiva e redução do risco de incêndio.
Além das intervenções de prevenção, os sapadores florestais irão assegurar ações de vigilância, primeira intervenção em incêndios, apoio às operações de combate e rescaldo, vigilância pós-incêndio e sensibilização da população para comportamentos de risco.
As equipas irão atuar em várias freguesias do concelho, abrangendo territórios como Aguiã, Arcos São Paio e Giela, Vila Fonche e Parada, Cabana Maior, Sistelo, Soajo, Rio Frio, Sabadim, Souto e Tabaçô, entre muitas outras localidades do concelho arcuense.
Baldios de Cabreiro, Gavieira e Soajo também recebem apoio
Na mesma ocasião, o município assinou ainda protocolos com as Comunidades Locais dos Baldios de Cabreiro, Gavieira e Soajo, num investimento adicional de 150 mil euros destinado à criação de mais três equipas de Sapadores Florestais.
Estas equipas terão igualmente funções ligadas à prevenção de incêndios florestais, vigilância e limpeza da rede viária municipal, reforçando a capacidade de resposta no terreno durante o período crítico de incêndios.
Segundo a autarquia, os apoios agora atribuídos refletem o compromisso do município na proteção da floresta e na preservação do património natural do concelho.
A criação destas equipas surge numa altura em que as autoridades reforçam medidas de prevenção face ao aumento das temperaturas e ao risco acrescido de incêndio rural durante os meses de verão.
O concelho de Arcos de Valdevez, inserido numa vasta área florestal e montanhosa do Alto Minho, é considerado um território particularmente sensível à ocorrência de incêndios rurais, tornando essencial a existência de meios permanentes de vigilância e intervenção rápida.








