“Não existia uma arma branca. Esta é a minha convicção e a minha interpretação”, declarou a responsável, após análise de imagens de videovigilância, vestígios recolhidos no local e exames periciais realizados no âmbito da investigação.
Segundo a testemunha, o punhal encontrado na cena do crime não apresentava vestígios biológicos da vítima. “Se aquela faca fosse manipulada pela vítima, tinha de haver vestígios”, referiu, acrescentando ainda que, nas imagens analisadas, “em momento algum se vê uma arma branca”.
A inspetora descreveu ainda o contexto da abordagem policial, referindo que os dois agentes da Polícia de Segurança Pública envolvidos na ocorrência tiveram dificuldades em imobilizar o homem, que terá resistido à detenção e alegadamente agredido os polícias. “Provavelmente estavam com receio”, afirmou, acrescentando, no entanto, não ser possível determinar se o agente que efetuou o disparo, Bruno Pinto, sentiu que a sua vida estava em risco.
O agente da PSP está acusado pelo Ministério Público de homicídio, num processo em que se discute a proporcionalidade do uso da arma de fogo durante a intervenção policial. Segundo a acusação, o disparo terá sido injustificado.
Bruno Pinto responde ao processo em liberdade, estando as alegações finais previstas para esta segunda-feira no Tribunal de Sintra.



