O primeiro caso suspeito de infeção por hantavírus identificado em Portugal teve resultado negativo e o paciente já recebeu alta hospitalar, confirmou esta quarta-feira a Direção-Geral da Saúde (DGS).
Em comunicado enviado às redações, a autoridade de saúde esclarece que “foi excluída a suspeição de infeção por hantavírus, inclusive para o hantavírus Andes”, acrescentando que o indivíduo teve alta após a obtenção do resultado laboratorial negativo.
O paciente, de nacionalidade portuguesa, tinha recorrido às urgências hospitalares em Lisboa na segunda-feira à tarde, apresentando sintomas ligeiros compatíveis com um quadro gripal.
Segundo a DGS, foram imediatamente ativadas as medidas previstas para a gestão de casos suspeitos, incluindo o encaminhamento do doente para um gabinete próprio e a observação por equipas de saúde equipadas com material de proteção individual, em conformidade com os protocolos em vigor.
A RTP Notícias avançou anteriormente que o paciente deu entrada no Hospital São Francisco Xavier e, perante a suspeita clínica, foi transferido para o Hospital Curry Cabral, unidade hospitalar de referência para este tipo de situações. As análises laboratoriais foram posteriormente enviadas para o Instituto Ricardo Jorge.
O caso estava associado ao transporte aéreo relacionado com o surto de hantavírus detetado no navio de cruzeiro MV Hondius.
A DGS recorda que, de acordo com a norma emitida a 11 de maio, qualquer pessoa inicialmente considerada “não-caso” mas que desenvolva sintomas compatíveis durante o período máximo de incubação — até 42 dias após a última exposição — deverá ser novamente testada e reavaliada.
Na semana passada, a autoridade de saúde tinha confirmado que um cidadão canadiano infetado com hantavírus, passageiro do cruzeiro MV Hondius, foi repatriado numa aeronave operada por tripulantes portugueses. Ainda assim, a DGS garantiu não existir “qualquer evidência de transmissão secundária associada a este voo”.
A entidade sublinha também que não existem riscos acrescidos para a população portuguesa, uma vez que a transmissão pessoa-a-pessoa do hantavírus Andes é considerada rara, ocorrendo sobretudo em situações de contacto próximo, prolongado e com exposição a secreções ou fluidos corporais.



