Segundo informações recolhidas pelo Jornal de Notícias, um drone utilizado no âmbito da operação estaria encarregado de lançar um artefacto de fumo para assinalar uma área de aterragem destinada a um helicóptero. O aparelho terá, contudo, acabado por cair no solo, provocando a ignição que deu início ao incêndio.
Militares envolvidos no exercício ainda tentaram travar a propagação das chamas numa fase inicial, mas o fogo acabou por alastrar numa área de mato e terreno agrícola.
O alerta foi registado às 16h30 e o incêndio mobilizou 72 operacionais, apoiados por 25 viaturas e três meios aéreos. As chamas destruíram mais de 105 hectares de vegetação, tendo o fogo sido dado como dominado por volta da meia-noite.
Fonte do Comando Territorial da GNR de Beja confirmou ao JN que elementos da investigação estiveram no local para recolha de indícios e elaboração de um relatório a remeter ao Ministério Público. As autoridades ainda não confirmaram oficialmente a causa do incêndio.
O exercício Titan Sky 2026 decorre até 29 de maio e tem como principal centro de operações a Base Aérea n.º 11, em Beja. A iniciativa é dedicada ao treino de capacidades associadas a Sistemas Aéreos Não Tripulados e reúne participantes de Portugal, Bélgica, Hungria e Espanha, contando também com apoio da União Europeia e da Agência Europeia de Defesa.
O incêndio ocorreu um dia após a Câmara Municipal de Castro Verde ter anunciado o reforço das ações de prevenção de incêndios rurais no concelho. Entre os trabalhos realizados estava a gestão de faixas de combustível na ligação entre São Marcos da Ataboeira e Entradas, precisamente na zona onde o fogo veio a deflagrar.



