Pelo menos 29 pessoas morreram e 102 ficaram feridas na sequência de um ataque à bomba contra um comboio na cidade de Quetta, no sudoeste do Paquistão, segundo fontes policiais citadas pela agência France-Presse (AFP).
O ataque ocorreu numa composição ferroviária que, de acordo com relatos locais, transportava militares e familiares de Quetta com destino a Peshawar. Imagens divulgadas a partir do local mostram um vagão completamente destruído e tombado, enquanto equipas de emergência e civis procuravam sobreviventes entre os destroços.
A região do Baluchistão, onde se situa a cidade de Quetta, é a maior província do país e uma das mais pobres, enfrentando há décadas fortes tensões políticas e sociais. Indicadores de desenvolvimento como educação, emprego e acesso a serviços básicos permanecem abaixo da média nacional.
Os movimentos separatistas balúchis têm acusado o governo paquistanês de explorar os recursos naturais da região — nomeadamente gás e minerais — sem garantir uma repartição justa dos benefícios com a população local. Estima-se que uma parte significativa da população viva em situação de pobreza, apesar da riqueza do subsolo provincial.
A instabilidade no Baluchistão tem sido alimentada por conflitos entre grupos insurgentes e forças de segurança, num contexto em que também operam interesses económicos estrangeiros, incluindo empresas ligadas a investimentos em infraestruturas e exploração de recursos.
As autoridades paquistanesas abriram uma investigação para determinar a autoria e as circunstâncias do ataque, enquanto as equipas de socorro continuam no terreno a prestar assistência às vítimas e a remover os destroços da composição ferroviária.
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