Manuel Moura Machado encontrava-se em fuga desde o dia em que foi levado ao tribunal para ser interrogado por um juiz de instrução criminal, depois de ter sido detido por suspeitas da prática de um crime de tentativa de homicídio.
Segundo o Conselho Superior da Magistratura, a fuga ocorreu antes do início do interrogatório judicial, na sequência de uma “manobra de diversão” que permitiu ao suspeito abandonar o edifício do tribunal.
Nas declarações, justificou a fuga com receios pela segurança da companheira, alegadamente grávida, dos filhos e restantes familiares. “Fugi com medo que fizessem mal à minha família”, afirmou.
O suspeito alegou ainda que familiares próximos têm sido alvo de ameaças, agressões e intimidações ao longo dos últimos anos, referindo também um conflito familiar no qual terá sido baleado e sofrido danos na habitação e em várias viaturas.
No mesmo vídeo, Manuel Moura Machado criticou o funcionamento da justiça e das autoridades em Ponte de Sor, afirmando que procurou ajuda junto das autoridades locais, da Polícia Judiciária de Évora e do Ministério Público, sem resultados.
“Não sou 100% inocente, mas também não sou 100% culpado”, declarou, defendendo que outras pessoas relacionadas com o caso também terão responsabilidades nos acontecimentos.
O homem afirmou ainda concordar com várias posições defendidas pelo líder do Chega, André Ventura, em matérias relacionadas com segurança e justiça.



