Portugal continental continua sob forte influência de uma onda de calor que poderá prolongar-se até aos primeiros dias de junho, segundo as previsões meteorológicas. As temperaturas têm vindo a atingir valores próximos dos 40 graus em várias regiões do país, num cenário considerado excecional para esta altura do ano.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou praticamente todos os distritos do continente sob aviso amarelo devido à persistência do tempo quente, ficando apenas Faro fora deste nível de alerta meteorológico.
A subida acentuada das temperaturas tem sido acompanhada por noites tropicais em várias zonas do território, dificultando o arrefecimento noturno e aumentando os riscos para a saúde pública, sobretudo entre os grupos mais vulneráveis.
Além do calor intenso, os meteorologistas alertam para a possibilidade de ocorrência de trovoadas e episódios localizados de instabilidade atmosférica nos próximos dias, sobretudo nas regiões do interior. O cenário meteorológico agrava igualmente o perigo de incêndio rural, que já se encontra elevado ou muito elevado em diversas zonas do país.
Perante a situação, a Direção-Geral da Saúde (DGS) emitiu um conjunto de recomendações à população, apelando à adoção de medidas de autoproteção. Entre os principais conselhos estão a ingestão frequente de água, a permanência em locais frescos, a utilização de roupa leve e a evicção da exposição solar durante as horas de maior calor.
As autoridades reforçam ainda os cuidados especiais com crianças, idosos, doentes crónicos e trabalhadores expostos ao sol, considerados os grupos mais suscetíveis aos efeitos das altas temperaturas.
Especialistas lembram que Portugal é um dos países europeus mais vulneráveis aos efeitos das alterações climáticas, prevendo-se que fenómenos extremos como ondas de calor prolongadas se tornem cada vez mais frequentes e intensos nas próximas décadas.



