A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), a Guarda Nacional Republicana (GNR) e a Polícia de Segurança Pública (PSP) promovem entre os dias 2 e 8 de junho a campanha de segurança rodoviária “Viaje sem Pressa”, dedicada à prevenção dos riscos associados ao excesso de velocidade.
A iniciativa integra a sexta de onze campanhas previstas no Plano Nacional de Fiscalização (PNF) de 2026 e combina ações de sensibilização, desenvolvidas pela ANSR, com operações de fiscalização levadas a cabo pela GNR e pela PSP em todo o território continental.
As operações vão incidir em vias e locais previamente identificados como prioritários, devido aos elevados níveis de sinistralidade associados à velocidade.
Velocidade continua a ser fator de risco elevado
Segundo as entidades responsáveis, a velocidade excessiva ou inadequada às condições da via permanece uma das principais causas dos acidentes rodoviários mais graves em Portugal.
Entre 1 de janeiro de 2022 e 31 de dezembro de 2024, este fator esteve associado a 6.824 acidentes com vítimas, dos quais resultaram 177 mortos, 588 feridos graves e 8.396 feridos ligeiros.
Em 2025, o excesso de velocidade continuou a ser a infração rodoviária mais registada em Portugal Continental, representando mais de 60% do total das infrações detetadas.
Campanha alerta para comportamentos de risco
A campanha “Viaje sem Pressa” pretende sensibilizar os condutores para os perigos da condução acima dos limites legais e para os riscos associados a velocidades inadequadas às condições meteorológicas, do piso ou do tráfego.
Entre os comportamentos visados estão ainda a redução das distâncias de segurança e a realização de manobras bruscas associadas ao excesso de velocidade.
As autoridades sublinham que a adoção de velocidades adequadas permite aumentar o tempo de reação, reduzir as distâncias de travagem e diminuir significativamente a gravidade dos acidentes.
Plano Nacional de Fiscalização e estratégia europeia
O Plano Nacional de Fiscalização é desenvolvido anualmente pela ANSR em articulação com as forças de segurança, enquadrando-se nas recomendações europeias e na estratégia Visão Zero 2030, que visa eliminar vítimas mortais e feridos graves nas estradas portuguesas até ao final da década.
As entidades envolvidas reforçam que a sinistralidade rodoviária não deve ser encarada como inevitável, sublinhando que a prevenção depende da adoção de comportamentos responsáveis por todos os utilizadores da estrada.



