A greve geral convocada pela CGTP está a registar uma forte adesão em vários setores de atividade, segundo indicou esta manhã o secretário-geral da central sindical, Tiago Oliveira, que classificou os primeiros dados como reveladores de “uma grande greve”.
Em declarações aos jornalistas junto à Escola Básica Nuno Gonçalves, em Lisboa, encerrada devido à paralisação, o dirigente sindical afirmou que os números recolhidos ao início do dia apontam para uma mobilização expressiva dos trabalhadores.
De acordo com Tiago Oliveira, no setor da saúde os hospitais e as unidades locais de saúde estão a funcionar apenas com os serviços mínimos. Na recolha de resíduos urbanos, a adesão à greve atinge os 100% em várias zonas do país. Também nos transportes circulam apenas os serviços mínimos, enquanto em diversas empresas do setor privado a participação dos trabalhadores é total.
O líder da CGTP sublinhou que a principal reivindicação da greve passa pela retirada do pacote laboral proposto pelo Governo.
“O objetivo é denunciar o pacote laboral, é a retirada do pacote laboral”, afirmou.
Tiago Oliveira acusou ainda o primeiro-ministro, Luís Montenegro, de não ter dado resposta às preocupações manifestadas pelos trabalhadores ao longo dos últimos meses.
“Durante dez meses os trabalhadores mostraram que não querem o pacote laboral e o primeiro-ministro mostrou arrogância e falta de respeito pelos trabalhadores”, defendeu.
A greve geral foi convocada pela CGTP como forma de contestação às alterações previstas na legislação laboral, numa jornada de protesto que está a afetar serviços públicos e privados em todo o país.






