Portugal foi esta quarta-feira eleito membro não permanente do Conselho Segurança da ONU, o que acontecerá pela quarta vez na história.
Numa primeira reação, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, disse tratar-se de uma “vitória sem precedentes, a primeira logo à primeira volta”, e que representa “o trabalho feito aos longo destes 13 anos por vários governos e presidentes, mas sobretudo nos últimos dois anos”.
Segundo Rangel, esta eleição diz “muito sobre o prestígio de Portugal” e a forma como “é apreciada a nossa política externa”.
O Presidente da República também já se manifestou. Através de uma mensagem publicada no site na Presidência, António José Seguro refere que a eleição é “uma conquista que enaltece” todo o povo português, refletindo a confiança que o país transmite e o “apego a valores universais”.
“A votação obtida hoje por Portugal na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, é também o reconhecimento do compromisso do nosso país com o multilateralismo e, em particular, com as Nações Unidas”, considerou António José Seguro.
Portugal tinha como adversários diretos a Alemanha e a Áustria numa disputa pelos dois lugares de membros não-permanentes atribuídos à Europa Ocidental para o biénio 2027-28.
Membro das Nações Unidas desde 1955, Portugal ocupou o assento de membro não-permanente em três momentos: 1979-1980, 1997-1998 e 2011-2012.
O Conselho de Segurança é composto por cinco membros permanentes (Estados Unidos, China, Rússia, França e Reino Unido, os únicos com direito de veto) e por 10 membros não-permanentes com mandatos de dois anos.
Este é um dos órgãos mais importantes das Nações Unidas, cujo mandato é zelar pela manutenção da paz e da segurança internacional e cujas decisões são vinculativas.



