Seis pessoas foram detidas pela Polícia de Segurança Pública (PSP) na sequência dos confrontos registados esta quarta-feira junto à Assembleia da República, em Lisboa, durante uma concentração de manifestantes no contexto da greve geral.
Em declarações à RTP, o superintendente da PSP, Jorge Resende, explicou que os incidentes tiveram início quando foi reaberta a circulação rodoviária na zona e foi solicitado aos manifestantes que abandonassem a faixa de rodagem.
Segundo o responsável policial, a ordem não foi acatada por parte do grupo, tendo-se registado episódios de resistência e arremesso de garrafas contra os agentes. “Nessa altura, foi dito de forma muito clara que a manifestação se tinha tornado violenta e que, portanto, a partir desse momento, era uma manifestação ilegal”, afirmou.
De acordo com a PSP, foi emitida uma comunicação formal a advertir que a desobediência à ordem de dispersão poderia constituir crime, sendo concedido um prazo de cinco minutos para o cumprimento da instrução. O aviso terá sido repetido em várias ocasiões.
Após o incumprimento das ordens policiais, as forças de segurança avançaram para dispersar o grupo, tendo algumas pessoas reagido fisicamente contra os agentes, o que levou às detenções.
Segundo Jorge Resende, foram detidas seis pessoas por diferentes comportamentos, incluindo agressões a polícias, arremesso de objetos e fogo posto em caixotes do lixo.
Apesar dos incidentes, não há registo de feridos entre manifestantes ou elementos das forças de segurança. A situação acabou por ser controlada pela PSP, que manteve um dispositivo policial reforçado na área envolvente ao Parlamento.



