O Ministério da Administração Interna (MAI) manifestou esta quarta-feira “total confiança” na atuação da Polícia de Segurança Pública, na sequência dos confrontos registados junto à Assembleia da República, em Lisboa, durante uma manifestação convocada pela CGTP.
Em comunicado, o MAI sublinhou que a intervenção policial foi “ponderada, profissional e responsável”, tendo sido necessária para “pôr termo à desordem pública com a firmeza e robustez adequadas às circunstâncias”, garantindo a segurança de pessoas e instituições.
Segundo a autoridade policial, pelo menos seis pessoas foram detidas após os incidentes, estando indiciadas pelos crimes de desobediência e resistência e coação sobre funcionário. As detenções ocorreram no final do protesto, na sequência de confrontos com agentes no terreno.
O ministério liderado por Luís Neves reforçou que o direito à manifestação é “uma conquista fundamental da democracia portuguesa” e deve ser plenamente garantido, sublinhando, contudo, que esse direito “implica responsabilidade, respeito pela lei e pelas instituições democráticas”.
“Não serão tolerados comportamentos que procurem substituir esse direito pela desordem, pela intimidação ou pela violência contra as autoridades”, refere o comunicado, acrescentando que, num Estado de direito democrático, não há espaço para comportamentos que violem a legalidade.
Também o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, comentou os acontecimentos, defendendo o respeito pelo direito à greve e ao trabalho, mas condenando “comportamentos inaceitáveis de alguns” participantes na manifestação, distinguindo-os da organização do protesto.
No terreno, o responsável do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP afirmou que os detidos estavam a ser identificados e seriam posteriormente presentes a primeiro interrogatório judicial, para aplicação de medidas de coação.
Fontes policiais admitem ainda que alguns dos detidos possam responder por crimes adicionais, incluindo dano, devido a fogos ateados em caixotes do lixo, bem como pelo arremesso de garrafas de vidro e outros objetos contra agentes da autoridade, de que resultaram ferimentos ligeiros em alguns polícias.



