O projeto agrícola Porta da Loja, sediado em Mire de Tibães, no concelho de Braga, foi distinguido pelo Centro de Frutologia Compal pela sua aposta na inovação, sustentabilidade e valorização do património agrícola nacional. O reconhecimento foi atribuído durante a cerimónia da Academia do Centro de Frutologia Compal, realizada no passado dia 2 de junho, no Museu de Alpiarça.
A iniciativa reuniu os 12 finalistas da mais recente edição da Academia, programa que distingue projetos ligados à fruticultura que se destacam pela inovação, modernização do setor, sustentabilidade e valorização da produção nacional.
A Porta da Loja destacou-se pela recuperação e preservação da Maçã Porta da Loja, uma variedade autóctone portuguesa que chegou a estar desaparecida e que foi conservada ao longo das últimas décadas pela família Casais. Atualmente, a exploração agrícola possui 15,2 hectares, dos quais 10 hectares são dedicados à produção desta variedade tradicional.
Além da Maçã Porta da Loja, a exploração desenvolve-se em regime de produção integrada, incluindo ainda culturas como vinha, kiwi, limão e outras variedades de maçã.
Um dos fatores determinantes para a distinção foi a estratégia de sustentabilidade implementada pelo projeto, assente nos princípios da economia circular. A iniciativa aposta na transformação de fruta fora dos padrões comerciais em produtos de valor acrescentado, contribuindo para a redução do desperdício alimentar e para uma utilização mais eficiente dos recursos.
Para João Fernandes, gestor do projeto, a distinção representa o reconhecimento de um percurso marcado pela dedicação à agricultura e à preservação das tradições locais.
“Esta distinção reconhece o empenho, a dedicação e a visão de todos os que fazem parte deste projeto. Recebemo-la com enorme orgulho e com a responsabilidade de continuar a contribuir para uma agricultura mais sustentável, competitiva e inovadora. As nossas raízes são muito importantes e é precisamente a ligação a Mire de Tibães, à sua história e à sua tradição agrícola que inspira diariamente o nosso trabalho”, afirmou.
A bolsa atribuída pelo Centro de Frutologia Compal permitirá apoiar a próxima fase de crescimento da exploração, nomeadamente através do aumento da área de produção, do reforço da capacidade produtiva e da melhoria das condições de armazenamento, numa resposta à crescente procura pelos produtos da marca.
O projeto é liderado por João Fernandes, contando com o acompanhamento técnico do engenheiro agrónomo Fernando Silva Santos e com Raquel Gonçalves na área de gestão de produto.
Com esta distinção, a Porta da Loja reforça a sua missão de preservar variedades tradicionais portuguesas, promover a produção nacional e desenvolver soluções inovadoras para uma agricultura sustentável, economicamente viável e fortemente ligada ao território.
Sediada em Mire de Tibães, a Porta da Loja afirma-se como um exemplo de valorização do património agrícola português, conciliando tradição, inovação e responsabilidade ambiental numa estratégia orientada para o futuro da fruticultura nacional.












