Os trabalhadores não docentes das escolas cumprem esta sexta-feira uma greve nacional convocada pela Federação Nacional de Sindicatos Independentes da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos (FESINAP), numa ação que poderá levar ao encerramento de diversos estabelecimentos de ensino em todo o país.
A paralisação abrange funcionários não docentes de creches, escolas, misericórdias e instituições que desenvolvem atividades de apoio à família, afetando serviços essenciais ao funcionamento regular destas entidades.
Entre as principais reivindicações está a reposição da carreira de auxiliar de ação educativa, bem como a definição de uma tabela salarial que reflita a especificidade das funções desempenhadas e o desgaste associado à profissão. Os trabalhadores defendem ainda uma maior valorização das suas carreiras e melhores condições laborais.
No pré-aviso de greve entregue a 17 de maio, a FESINAP reivindica também a atribuição do suplemento de penosidade aos trabalhadores não docentes que exercem funções em unidades de ensino especializado, considerando que estes profissionais enfrentam exigências acrescidas no exercício da sua atividade.
A federação sindical manifesta igualmente oposição às alterações à legislação laboral propostas pelo Governo, argumentando que as mudanças poderão representar uma perda de direitos para os trabalhadores.
Além do setor da educação, a greve poderá provocar constrangimentos no funcionamento de vários serviços da Administração Pública, nomeadamente nos Serviços Centrais, Conservatórias e Lojas de Cidadão, onde são esperados atrasos e limitações no atendimento ao público.
A adesão à paralisação será determinante para avaliar o impacto da greve, que os sindicatos consideram uma forma de pressionar o Governo a responder às reivindicações apresentadas pelos trabalhadores não docentes.



