Os seis indivíduos detidos na quarta-feira ao final da tarde, na sequência dos confrontos registados junto à Assembleia da República, em Lisboa, serão presentes esta sexta-feira ao Tribunal do Campus da Justiça para primeiro interrogatório judicial.
De acordo com informações prestadas à agência Lusa pelo subintendente e diretor do Gabinete de Imprensa e Relações Públicas da Polícia de Segurança Pública (PSP), Sérgio Soares, cinco dos detidos permanecem sob custódia policial, enquanto um sexto suspeito foi libertado e notificado para comparecer em tribunal.
Os cinco detidos — quatro homens, com idades entre os 22 e os 34 anos, e uma mulher de 26 anos — são suspeitos da prática do crime de resistência e coação sobre funcionário. Já o sexto indivíduo é suspeito da prática de um crime de dano.
Os incidentes ocorreram após o término da manifestação promovida pela CGTP-In, integrada no dia de greve nacional, que decorreu sem registo de ocorrências relevantes durante o seu percurso. A concentração sindical terminou cerca das 16h15, momento após o qual os efetivos da PSP iniciaram trabalhos de remoção de objetos e reposição da circulação nas imediações do Parlamento.
Segundo a PSP, cerca das 18h00, um grupo composto por dezenas de jovens voltou a colocar barreiras metálicas previamente retiradas pelas autoridades, tentando interromper o trânsito naquela zona da cidade. A intervenção policial levou à dispersão dos manifestantes, que abandonaram o local através das ruas adjacentes.
Durante a operação, registaram-se momentos de tensão entre os agentes e alguns participantes, tendo a PSP recorrido ao uso de bastões para dispersar o grupo. A situação ficou controlada cerca das 19h00, mantendo-se, contudo, um dispositivo policial na área enquanto eram removidos caixotes incendiados e outros detritos deixados na via pública.
Na sequência dos acontecimentos, o Ministério da Administração Interna manifestou “total confiança” na atuação da PSP, considerando que a intervenção policial foi conduzida de forma “ponderada, profissional e responsável”.
Os seis suspeitos serão agora ouvidos pela autoridade judiciária competente, que determinará as eventuais medidas de coação a aplicar no âmbito do processo.



