A 1.ª Companhia das Guias de Prado, no concelho de Vila Verde, celebrou este sábado o seu 55.º aniversário com um programa marcado pela evocação da sua história, pelo reconhecimento do trabalho desenvolvido ao longo de mais de meio século e pela renovação do compromisso com os valores do guidismo.
As comemorações reuniram atuais e antigas guias, familiares, representantes de entidades locais e membros da comunidade, num dia que incluiu a inauguração de uma exposição retrospetiva, uma sessão solene de homenagens e uma celebração eucarística na Igreja Paroquial de Prado Santa Maria.
Cerca de três dezenas de guias atualmente integradas na companhia juntaram-se a várias gerações de antigas associadas, num encontro intergeracional que permitiu revisitar momentos marcantes da história da instituição e recordar o percurso desenvolvido desde a sua fundação.
Exposição recordou cinco décadas e meia de atividade
A Biblioteca Municipal de Vila de Prado acolheu a exposição comemorativa dos 55 anos, reunindo fotografias, documentos, uniformes, insígnias e outros elementos representativos da atividade da companhia ao longo das últimas décadas.
O momento solene serviu igualmente para homenagear as fundadoras, dirigentes e colaboradoras que contribuíram para a consolidação do movimento na freguesia, bem como as instituições que, ao longo dos anos, apoiaram o trabalho desenvolvido pelas Guias de Prado.
Comunidade e entidades associaram-se à celebração
Entre os presentes estiveram representantes da Câmara Municipal de Vila Verde, da Junta de Freguesia da Vila de Prado e da Paróquia de Prado Santa Maria, liderada pelo padre João Alberto Correia.
O presidente da Junta de Freguesia da Vila de Prado, Albano Bastos, destacou o papel desempenhado pela instituição na vida da comunidade.
“É um orgulho para Prado contar com uma instituição que tem desenvolvido um trabalho ímpar junto das jovens e da comunidade ao longo de várias gerações”, referiu.
Também a presidente da Câmara Municipal de Vila Verde, Júlia Fernandes, enalteceu a importância do movimento.
“É um orgulho termos na nossa terra forças vivas com esta dinâmica, que acreditam, dão o seu melhor e querem fazer a diferença. O guidismo e o escutismo são verdadeiras escolas de vida, que ajudam a crescer e a sermos melhores a cada dia”, afirmou.
Um “dia feliz” para as Guias de Prado
Em declarações ao jornal O Vilaverdense, a coordenadora da 1.ª Companhia das Guias de Prado, Joana Gonçalves, descreveu a celebração como um momento particularmente especial para toda a estrutura.
“É um dia feliz. Para além da inauguração da exposição e destes momentos de partilha e convívio, vamos ter também uma eucaristia onde várias guias e aspirantes fazem a sua promessa, que representa o culminar de um ano de trabalho e formação”, explicou.
A responsável reconheceu que o percurso da companhia tem sido exigente, mas sublinhou a vontade de continuar a crescer.
“Ultrapassar a marca dos 50 anos já foi muito importante. Como as celebrações dessa data acabaram condicionadas pela pandemia, decidimos assinalar os 55 anos em grande e mostrar à comunidade o trabalho que desenvolvemos”, afirmou.
“Ser guia é um estilo de vida”
Atualmente, a companhia integra cerca de 30 jovens e desenvolve atividades regulares de formação, serviço comunitário e contacto com a natureza.
Os acampamentos e acantonamentos continuam a ser os momentos mais emblemáticos da atividade anual, permitindo colocar em prática os conhecimentos adquiridos ao longo das reuniões semanais.
Além disso, as Guias de Prado participam regularmente em campanhas de solidariedade e ações de voluntariado, colaborando com iniciativas do Banco Alimentar, da Liga Portuguesa Contra o Cancro e de outras instituições.
“Estamos sempre prontas para ajudar. Tal como diz a nossa divisa, estamos sempre alerta para servir”, sublinhou Joana Gonçalves.
Para a dirigente, o guidismo vai muito além das atividades realizadas.
“Ser guia é um estilo de vida. Os valores, os ensinamentos e a forma de estar que aprendemos aqui acompanham-nos também na vida pessoal”, referiu.
Crescer continua a ser o principal objetivo
Apesar da estabilidade da estrutura, a responsável admite que um dos grandes desafios passa por aumentar o número de jovens participantes e melhorar as condições físicas disponíveis para o desenvolvimento das atividades.
“Gostávamos de ter mais espaço para trabalhar com as diferentes idades, mas vamos adaptando aquilo que temos. O nosso objetivo continua a ser crescer e ultrapassar a barreira das 30 raparigas”, afirmou.
Num apelo às famílias e às jovens da comunidade, Joana Gonçalves deixou um convite simples: “Venham experimentar. Tenho a certeza de que vão gostar das atividades que fazemos e do espírito que se vive aqui. Somos, sem dúvida, uma família”.
A celebração terminou com a eucaristia solene na Igreja de Prado Santa Maria, momento que marcou simbolicamente a continuidade de um projeto educativo e comunitário que há 55 anos faz parte da história da Vila de Prado.
[email protected] / Com Emílio Costa (CO 1179)











