As questões foram colocadas por Hernâni Loureiro e Irene Costa durante uma audição regimental realizada na passada semana, na Assembleia da República.
Relativamente ao novo Hospital de Barcelos, Hernâni Loureiro recordou que os concelhos de Barcelos e Esposende aguardam há mais de duas décadas pela concretização da infraestrutura, que deverá servir uma população superior a 150 mil habitantes.
O deputado socialista criticou os sucessivos atrasos do processo, referindo que, após o anúncio de um concurso para o projeto do hospital em junho de 2025, o procedimento acabou por ser cancelado poucos meses depois. Segundo afirmou, a obra continua sem financiamento inscrito no Orçamento do Estado e sem um calendário definido para a sua execução.
Durante a audição, o parlamentar pediu esclarecimentos sobre o estado do processo de contratação do projeto, o modelo de gestão previsto para a futura unidade hospitalar e a existência de uma data concreta para o arranque das obras.
Já Irene Costa centrou a sua intervenção na situação da ULS de Braga, apontando um clima de tensão entre administração, profissionais de saúde e utentes.
A deputada referiu as críticas públicas relacionadas com atrasos em consultas, exames e cirurgias, dificuldades no acesso a medicamentos por parte de doentes oncológicos e problemas associados a equipamentos avariados.
Segundo a socialista, a Comissão de Trabalhadores, médicos e Comissão de Utentes têm vindo a denunciar dificuldades no funcionamento da instituição, num contexto marcado por divergências com o Conselho de Administração.
Irene Costa considerou que o atual clima de desconfiança resulta de opções políticas que, na sua perspetiva, fragilizaram o modelo das unidades locais de saúde e enfraqueceram as respetivas lideranças. A deputada defendeu ainda a necessidade de uma intervenção do Governo que assegure o normal funcionamento da ULS de Braga e responda às necessidades das populações abrangidas.



