O judoca português Jorge Fonseca esclareceu esta terça-feira que nunca foi arguido nem suspeito no processo conhecido como “Uber da Droga”, após a divulgação de detalhes da investigação que culminou na condenação do principal responsável da rede de tráfico de estupefacientes.
Num comunicado publicado na rede social Instagram, o bicampeão mundial de judo afirmou que a sua ligação ao caso se limitou ao que foi tornado público durante a investigação, rejeitando qualquer envolvimento em atividades relacionadas com tráfico ou consumo de drogas.
“Quero esclarecer, de forma inequívoca, que nunca fui arguido nem suspeito neste caso”, escreveu o atleta, acrescentando que sempre colaborou com as autoridades no esclarecimento dos factos que lhe foram solicitados.
Jorge Fonseca garantiu ainda que nunca consumiu substâncias psicotrópicas e que a situação ficou devidamente esclarecida junto das entidades competentes. No mesmo comunicado, recordou que, enquanto atleta de alta competição, é submetido regularmente a controlos antidoping por organismos nacionais e internacionais.
De acordo com o acórdão do Juízo Central Criminal de Lisboa, a rede operou entre agosto de 2023 e novembro de 2024, dedicando-se à aquisição, armazenamento e comercialização de substâncias como cocaína, MDMA, 2C-B, LSD e cetamina.
O nome de Jorge Fonseca surge mencionado numa interceção telefónica entre Nuno Santos e Leonel Nhaga, apontado pela investigação como braço-direito do principal arguido.
O processo inclui ainda referências aos atores José Carlos Pereira e Marta Gil, que também negaram qualquer envolvimento em atividades relacionadas com tráfico de droga. Nenhum dos dois foi constituído arguido.
Na mensagem divulgada, Jorge Fonseca lamentou os transtornos causados à família, ao clube e aos seus apoiantes, assegurando que continuará focado na carreira desportiva e na vida pessoal “com maior responsabilidade e respeito”.



