A freguesia de Coucieiro, no concelho de Vila Verde, volta este ano a recriar a tradição das “Fontes de São João”, uma iniciativa comunitária que pretende preservar e revitalizar um dos costumes mais identitários da cultura popular local.
Integrada nas Festas em Honra de São João Baptista, que decorrem entre os dias 24 e 28 de junho, a iniciativa tem como ponto alto o concurso “Fontes de São João de Coucieiro”, agendado para a manhã de domingo, 28 de junho, entre as 9h00 e as 11h00.
O projeto desafia os habitantes da freguesia a decorar as fontes locais, recuperando uma prática associada às celebrações sanjoaninas e à vivência comunitária, num exercício de preservação da memória coletiva e das tradições populares do Minho.
Uma tradição recuperada há duas décadas
A recriação desta iniciativa popular nasceu em 2005 pela mão do antigo presidente da Junta de Freguesia, José Pimentel da Silva, que procurou reavivar um costume antigo ligado à noite de São João, marcado pela recolha de vasos de flores e pela ornamentação dos espaços públicos.
Segundo o ex-autarca, a ideia surgiu com o objetivo de recuperar práticas tradicionais que faziam parte da juventude da terra e que estavam progressivamente a desaparecer. Inicialmente, os vasos recolhidos durante a noite de São João eram colocados no recinto das festas, criando um ambiente decorativo coletivo.
Com o evoluir da iniciativa, surgiu a necessidade de regressar ao elemento central da tradição: a decoração direta das fontes da freguesia, locais historicamente associados às vivências comunitárias e à vida quotidiana da população.
Património, identidade e participação comunitária
Mais do que um concurso ou uma iniciativa decorativa, as “Fontes de São João” assumem-se como um momento de valorização do património cultural imaterial de Coucieiro, reforçando o espírito de participação comunitária e o envolvimento das diferentes gerações.
A organização sublinha que o principal objetivo passa por manter viva a ligação às tradições locais, promovendo a transmissão de costumes e memórias às gerações mais jovens, garantindo a continuidade de práticas enraizadas na identidade da freguesia.
Ao longo dos anos, a iniciativa consolidou-se como um dos momentos mais simbólicos das festividades sanjoaninas em Coucieiro, afirmando-se como um exemplo de preservação da cultura popular em contexto rural.




