O Festival Instrumental Portugal vai cumprir a sua segunda edição entre 30 de julho e 02 de agosto, na Póvoa de Lanhoso, com uma programação que volta a colocar a música instrumental no centro da criação artística nacional e que terá como um dos grandes destaques a presença de Rão Kyao.
Na conferência de imprensa de apresentação do evento, esta quarta-feira, o presidente da Câmara da Póvoa de Lanhoso, Frederico Castro, sublinhou o caráter inovador do festival, afirmando que se trata de uma iniciativa com forte ligação à identidade local.
“Queremos que esteja associado à comunidade, marcando os 180 anos da Maria da Fonte com 180 mulheres”, referiu, destacando ainda a intenção de “associar a história e o ADN da Póvoa de Lanhoso a um festival diferente e inovador”.
Para o autarca, o objetivo passa por manter o evento e continuar a sua evolução, afirmando-o como um momento “disruptivo” e em constante melhoria.
O diretor artístico, Manuel Oliveira, destacou o caráter pioneiro do festival, considerando-o “um projeto ambicioso e diferente”, sublinhando que “a Póvoa representa um papel importante na música” e que o evento se afirma como “o primeiro e único festival instrumental de Portugal”.
O responsável afirmou ainda que o festival pretende incentivar a criação artística original e promover a interação entre músicos: “Promover e fazer de forma que os artistas comuniquem entre eles. A ligação à comunidade é fundamental.”
Entre os projetos futuros, Manuel Oliveira revelou a intenção de criar um prémio nacional de música instrumental, abrangendo todos os géneros, com discussão prevista para este ano e lançamento apontado para 2027 na Póvoa de Lanhoso, associado ao festival.
CORO DE 180 VOZES
O programa da edição de 2026 inclui a presença do músico Rão Kyao, uma referência nacional da música instrumental, no dia 01 de agosto. Maria do Mar, Mariana Martins, José Manuel Neto e o projeto Phole são outros nomes que compõem o cartaz.
No dia 02 de agosto será apresentado o projeto “180 vozes por Maria da Fonte”. O coordenador Eliseu Matos destacou a dimensão participativa do festival, sublinhando o envolvimento das associações locais. “O objetivo é abarcar todas as associações culturais do município, com 180 vozes femininas a fazerem um coro”, referiu, acrescentando que o projeto envolve ainda percussão, teatro, bandas e folclore.
“Será impactante e imperdível”, afirmou, salientando também a realização de jam sessions no final de cada dia, abertas à participação de todos os interessados, com o objetivo de “criar um movimento criativo ainda maior”.
Com entrada livre, os espetáculos acontecerão na Praça Engenheiro Armando Rodrigues, no Theatro Club e no Centro Interpretativo Maria da Fonte.












