O preço do cabaz alimentar monitorizado pela DECO Proteste registou uma ligeira descida na última semana, recuando 87 cêntimos para os 256,81 euros. Apesar deste alívio, o custo dos bens alimentares essenciais continua significativamente acima dos valores registados há um ano e muito distante dos preços praticados no início de 2022.
Segundo os dados divulgados pela associação de defesa do consumidor, entre 17 e 24 de junho, os produtos que registaram os maiores aumentos percentuais foram a pescada fresca, cujo preço subiu 12%, para 11,63 euros por quilograma, o pão de forma sem côdea, que aumentou 10%, para 2,57 euros, e a carcaça tradicional, que registou uma subida de 9%, passando a custar 0,21 euros por unidade.
Apesar da redução global do valor do cabaz nesta semana, a comparação homóloga evidencia que os consumidores continuam a enfrentar preços significativamente mais elevados. Há precisamente um ano, era possível adquirir os mesmos produtos por menos 17,88 euros, o que corresponde a uma diferença de 7,48%.
Entre os produtos que mais encareceram nos últimos 12 meses destacam-se o carapau, cujo preço aumentou 45%, atingindo atualmente os 6,07 euros por quilograma, o robalo, que registou uma subida de 33%, para 10,23 euros por quilograma, e a couve-coração, que encareceu 29%, passando a custar 1,76 euros por quilograma.
A evolução dos preços torna-se ainda mais expressiva quando comparada com os valores registados no início de 2022. De acordo com a DECO Proteste, o mesmo cabaz alimentar custava então menos 69,11 euros, o que representa uma diferença acumulada de 36,82%.
Os dados refletem a persistência da pressão sobre o orçamento das famílias portuguesas, apesar das oscilações semanais verificadas em alguns produtos. A alimentação continua a representar uma das principais rubricas de despesa dos agregados familiares, num contexto em que a evolução dos preços permanece sob acompanhamento atento de consumidores e entidades do setor.



