Sem adiantar uma data para o arranque, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, considerou as obras de modernização, reabilitação e ampliação do Hospital de Famalicão “uma prioridade”. Por enquanto, de concreto só existe uma candidatura para a remodelação total do serviço de urgência, com um investimento inicial na ordem dos quatro milhões de euros.
Os apelos do autarquia e compromissos do Governo em torno da unidade hospitalar foram partilhados esta terça-feira, à margem da inauguração da nova Unidade de Saúde Familiar de São Miguel-o-Anjo, em Calendário.
Mário Passos, presidente da Câmara de Famalicão, classificou a intervenção no hospital como “uma necessidade de máxima urgência”, alertando que “o estado atual da infraestrutura não acompanha a nova rede de cuidados primários de excelência que o concelho está a edificar”.
O autarca disponibilizou-se para uma solução conjunta, tendente a dotar o Hospital de Famalicão de condições que respondam ao forte crescimento e desenvolvimento do concelho nas últimas décadas.
Mário Passos sublinhou ainda que “Vila Nova de Famalicão não pede um novo hospital, mas sim a reabilitação da estrutura existente para ajudar a aliviar a saturação da rede hospitalar regional”.
A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, corroborou a urgência do investimento e assumiu formalmente que as obras no Hospital de Famalicão são “uma prioridade”.
Embora tenha salvaguardado que os impactos financeiros terão de ser distribuídos ao longo dos Orçamentos de Estado e de fundos de coesão, sem adiantar uma data concreta para o arranque da empreitada, a governante garantiu que o projeto “faz parte dos planos de atividades a concretizar”.
Ana Paula Martins destacou ainda a abertura de uma linha nacional de 50 milhões de euros para a requalificação das urgências mais necessitadas do país, na qual a unidade famalicense se enquadra.
Por sua vez, Luís Vales, presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde (ULS) Médio Ave, confirmou que a instituição se encontra a trabalhar de forma muito próxima com a Câmara e com o Ministério da Saúde para viabilizar as intervenções.
REMODELAÇÃO DA URGÊNCIA
O responsável adiantou que a ULS já submeteu a candidatura para a remodelação total do serviço de urgência, estimando um “investimento inicial na ordem dos quatro milhões de euros”.
Além disso, a administração está a concorrer a vários fundos do programa Portugal 2030 para melhorias na eficiência energética e na reabilitação do edificado.
O presidente da ULS revelou ainda que existem obras atualmente a decorrer no hospital, nomeadamente “a construção do novo internamento de pediatria” e o planeamento para “o aumento do número de blocos de ambulatório”, manifestando a expectativa de arrancar com as obras na urgência entre o final deste ano e o início do próximo.



