O Governo da Venezuela atualizou na noite de quinta-feira o balanço oficial dos sismos que atingiram o país, elevando para 235 o número de mortos e para 4.300 o total de feridos. As autoridades admitem que o número de vítimas poderá continuar a aumentar, à medida que prosseguem as operações de busca e salvamento nas zonas mais afetadas.
O novo balanço foi divulgado pelo ministro da Saúde, Carlos Alvarado, durante uma intervenção transmitida pela emissora estatal Venezolana de Televisión. Segundo o governante, o estado de La Guaira, no norte do país, continua a concentrar o maior número de vítimas mortais e de feridos.
A atualização representa um agravamento significativo face ao balanço divulgado durante a tarde de quinta-feira, que apontava para 188 mortos, 1.500 feridos e 147 desaparecidos.
Plataforma de localização regista quase 50 mil desaparecidos
Paralelamente aos números oficiais divulgados pelo Governo, a plataforma criada para facilitar a localização de vítimas continua a receber pedidos de familiares e amigos que procuram pessoas incontactáveis.
Segundo os dados mais recentes, encontram-se registadas 49.394 pessoas como desaparecidas ou sem contacto conhecido. A mesma plataforma indica, no entanto, que 7.591 pessoas inicialmente dadas como desaparecidas já foram entretanto localizadas.
O portal permite aos utilizadores inserir o nome, a última localização conhecida e outras informações que possam auxiliar as equipas de emergência e os familiares na identificação e localização das vítimas.
Operações de resgate continuam nas zonas mais afetadas
As equipas de proteção civil, militares e bombeiros mantêm as operações de busca entre os escombros, numa corrida contra o tempo para encontrar sobreviventes.
O estado de La Guaira permanece como a região mais afetada pelos sismos, concentrando grande parte dos danos materiais e do número de vítimas, segundo as autoridades venezuelanas.
O Governo mantém mobilizados milhares de operacionais e continua a avaliar os prejuízos provocados pelos abalos, ao mesmo tempo que reforça a assistência médica e humanitária às populações afetadas.
As autoridades alertam que o número de mortos, feridos e desaparecidos poderá sofrer novas atualizações nas próximas horas, à medida que prosseguem as operações de resgate e a recolha de informação proveniente das diferentes regiões atingidas.



