Continua a agravar-se o balanço das consequências dos dois fortes sismos que atingiram a Venezuela no passado dia 24 de junho. De acordo com as autoridades, o número de vítimas mortais ultrapassa já os 900, enquanto cerca de 50 mil pessoas permanecem desaparecidas, naquela que é considerada a maior tragédia natural a atingir o país nos últimos 100 anos.
Entre as vítimas mortais já identificadas encontram-se 28 portugueses e lusodescendentes, confirmaram as autoridades, numa altura em que prosseguem as operações de busca e salvamento nas zonas mais afetadas.
Perante a dimensão da catástrofe, vários países mobilizaram equipas especializadas para apoiar as operações de resgate. Entre elas está uma missão portuguesa, que partiu entretanto para a Venezuela com o objetivo de reforçar os trabalhos de localização e assistência às vítimas.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que a prioridade absoluta das autoridades continua a ser encontrar sobreviventes entre os escombros, apesar das dificuldades impostas pela destruição de infraestruturas e pela dimensão da área afetada.
Os dois sismos, de magnitude 7,2 e 7,5, provocaram o colapso de milhares de edifícios e causaram danos severos em várias regiões do país. As operações de busca decorrem ininterruptamente, numa corrida contra o tempo para localizar pessoas que possam ainda estar vivas sob os destroços.



