Portugal Continental prepara-se para enfrentar vários dias consecutivos de calor intenso, com temperaturas máximas que poderão atingir os 43 graus em algumas regiões e um agravamento significativo do risco de incêndio rural, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Num comunicado divulgado na segunda-feira, o IPMA alerta para um “longo período com tempo quente e seco”, que deverá intensificar-se a partir desta quarta-feira, dia 1 de julho.
Segundo o instituto, as temperaturas máximas deverão oscilar entre 40 e 43 graus no Vale do Tejo e no Alentejo, podendo os valores mais elevados estender-se, no final da semana, a outras regiões do país.
O episódio de calor resulta da persistência de uma massa de ar muito quente sobre a Península Ibérica e deverá manter-se durante vários dias, aumentando o risco de impactos na saúde pública e nas condições de propagação de incêndios rurais.
Perigo de incêndio agrava-se
Face às previsões meteorológicas, o IPMA prevê também um agravamento expressivo do perigo de incêndio rural.
De acordo com o instituto, a partir de quinta-feira e até ao dia 8 de julho, o risco deverá atingir os níveis máximo e muito elevado em praticamente todo o território continental, refletindo a conjugação de temperaturas muito elevadas, baixa humidade relativa do ar e ausência de precipitação.
O perigo de incêndio rural é determinado diariamente pelo IPMA com base em vários fatores meteorológicos, nomeadamente a temperatura do ar, a humidade relativa, a velocidade do vento e a quantidade de precipitação registada nas 24 horas anteriores.
A escala utilizada pelo instituto contempla cinco níveis de risco: reduzido, moderado, elevado, muito elevado e máximo.
Autoridades apelam à prevenção
Perante o agravamento das condições meteorológicas, as autoridades deverão reforçar os apelos à adoção de medidas de prevenção, sobretudo nas zonas florestais e agrícolas.
As temperaturas elevadas e o tempo seco criam condições particularmente favoráveis à ignição e rápida propagação de incêndios, razão pela qual é recomendado evitar o uso de fogo em espaços rurais e cumprir as restrições em vigor durante os períodos de maior perigo.
Além do risco de incêndio, as autoridades de saúde aconselham a população a manter-se hidratada, evitar a exposição solar nas horas de maior calor e prestar especial atenção aos grupos mais vulneráveis, como idosos, crianças e doentes crónicos, face ao aumento previsto das temperaturas nos próximos dias.



