O número de vítimas mortais provocadas pelos fortes sismos que atingiram a Venezuela aumentou para 1.943, segundo o mais recente balanço divulgado esta terça-feira pelo Governo venezuelano.
Os novos dados representam um agravamento significativo face à atualização anterior, que apontava para 1.719 mortos, confirmando a dimensão da catástrofe que afetou várias regiões do país.
Também o número de feridos registou um aumento expressivo. As autoridades contabilizam agora 10.571 pessoas feridas, mais do dobro da última estimativa oficial.
Entretanto, a Organização das Nações Unidas (ONU) estima que cerca de 50 mil pessoas permaneçam desaparecidas, enquanto prosseguem as operações de busca e salvamento nas zonas mais devastadas.
As equipas de emergência continuam a trabalhar entre os escombros na tentativa de localizar sobreviventes, embora a esperança diminua à medida que passam os dias desde a ocorrência dos sismos.
A destruição de milhares de edifícios e infraestruturas tem dificultado as operações de socorro e agravado a crise humanitária, deixando dezenas de milhares de pessoas desalojadas e dependentes de apoio de emergência.
As autoridades venezuelanas mantêm mobilizados meios de proteção civil, forças armadas e equipas de resgate, enquanto organizações internacionais reforçam o auxílio humanitário às populações afetadas por uma das mais graves catástrofes naturais registadas no país nas últimas décadas.



