O incêndio que deflagrou na quinta-feira em monte de Fralães, concelho de Barcelos, continua hoje ativo com três frentes, duas das quais se encontram dominadas e uma “está a ceder aos meios”, disse à Lusa fonte da Proteção Civil.
No terreno, pelas 11h00, a combater as chamas estão 104 operacionais, 32 viaturas e um meio aéreo, segundo a página da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.
À Lusa, comandante da Sub-Região do Cávado da Proteção Civil, Manuel Moreira, referiu que se não houver agravamento das condições meteorológicas “é possível que durante o dia se consiga dominar o fogo”.
“Vivemos uma situação de imprevisibilidade”, afirmou, referindo-se às elevadas temperaturas e ao vento forte.
Não há casas em risco, nem feridos, disse.
O incêndio lavra numa zona florestal, com declive, que há 15 anos não ardia, pelo que “a carga de combustível é muito grande”, acrescentou.
Quase todo o território de Portugal continental enfrenta hoje perigo máximo ou muito elevado de incêndio, com exceção de meia dúzia de municípios do litoral, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Na quinta-feira, o Governo declarou situação de alerta devido às altas temperaturas, pelo menos até ao final de dia de segunda-feira.
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) elevou também na quarta-feira o estado de prontidão especial para o nível III (intermédio/alto), tendo em conta o previsível “agravamento muito significativo” do perigo de incêndios rurais nos próximos dias.
Nesse dia, o dispositivo de combate a incêndios rurais foi reforçado para entrar na sua capacidade máxima.
Também por causa da persistência de temperaturas elevadas, o IPMA colocou a partir de hoje a 12 distritos sob aviso vermelho (o mais grave).



