A Guarda Nacional Republicana (GNR) deteve dez pessoas por suspeitas da prática do crime de incêndio florestal entre os dias 26 de junho e 2 de julho, período marcado pelo reforço da vigilância e da fiscalização numa altura em que as condições meteorológicas aumentam o risco de ocorrência de fogos rurais.
As detenções constam do balanço operacional semanal divulgado pela GNR, que contabiliza um total de 577 detenções em flagrante delito realizadas em todo o território nacional, no âmbito de operações de prevenção e combate à criminalidade, fiscalização rodoviária e ações de controlo contraordenacional.
Além das detenções por incêndio florestal, a Guarda efetuou 294 detenções por condução sob o efeito do álcool, 85 por condução sem habilitação legal, 58 por tráfico de estupefacientes, 22 por posse ilegal de armas ou arma proibida, 18 por furto e roubo e oito por violência doméstica.
Durante as operações, os militares apreenderam 3.054,6 doses de haxixe, 2.029,1 doses de heroína, 498,7 doses de MDMA, 440,75 doses de cocaína e 115,616 doses de liamba. Foram ainda apreendidos seis comprimidos de MDMA, 132 pés de canábis, 51 armas de fogo, 35 armas brancas ou proibidas, 556 munições de diversos calibres, três explosivos, 37 veículos e 8.237,03 euros em numerário.
No domínio da fiscalização rodoviária, a GNR detetou 7.813 infrações. As mais frequentes dizem respeito à falta de inspeção periódica obrigatória (1.128), excesso de velocidade (1.063) e condução com taxa de álcool no sangue superior ao permitido por lei (391).
Foram ainda registadas 343 infrações relacionadas com anomalias nos sistemas de iluminação e sinalização, 304 relativas a tacógrafos, 254 por falta de seguro de responsabilidade civil, 235 por utilização indevida do telemóvel durante a condução e 181 por falta ou incorreta utilização do cinto de segurança e dos sistemas de retenção para crianças.
A GNR refere que estas operações integram a atividade operacional regular da Guarda e visam reforçar a segurança pública, prevenir a criminalidade e promover uma maior segurança rodoviária, mantendo também uma vigilância apertada no âmbito da prevenção e investigação dos incêndios rurais, numa fase particularmente crítica do ano.



