O movimento independente Amar e Servir Braga questionou o Município sobre a falta de uma solução para o estacionamento e a pernoita de veículos pesados de mercadorias no concelho, alertando para os impactos desta realidade na segurança rodoviária, na ocupação do espaço público e na imagem da cidade.
O requerimento foi apresentado na última reunião do Executivo Municipal e dirigido ao presidente da Câmara Municipal de Braga, João Rodrigues.
No documento, os vereadores do movimento referem que é frequente encontrar camiões estacionados em diversos pontos da cidade, apontando como exemplos as imediações do Estádio Municipal de Braga, a Rua Cidade do Porto, a Avenida Padre Júlio Fragata, a zona do Braga Parque e a área envolvente ao Braga Retail Center.
Perante esta situação, o Amar e Servir Braga solicitou esclarecimentos sobre a existência de estudos que identifiquem as necessidades de estacionamento para veículos pesados no concelho, o número estimado de camiões que pernoitam regularmente em Braga e a eventual existência de um plano para criar uma área especificamente destinada a este tipo de viaturas.
Os vereadores procuraram ainda conhecer as localizações atualmente em análise para a futura infraestrutura, o calendário previsto para a sua concretização e os contactos já estabelecidos pelo município com empresas e associações representativas do setor dos transportes.
Em resposta ao requerimento, João Rodrigues confirmou que a autarquia está a desenvolver um projeto para a criação de um parque de estacionamento destinado a veículos pesados de mercadorias, o qual incluirá igualmente lugares para viaturas ligeiras.
Segundo o autarca, o objetivo passa por concentrar o estacionamento destes veículos numa infraestrutura adequada, reduzindo a ocupação de espaços impróprios, melhorando a segurança rodoviária e promovendo uma utilização mais organizada do espaço público.
A criação deste parque pretende responder a uma necessidade há muito identificada no concelho, onde a inexistência de uma área específica para veículos pesados tem levado muitos motoristas a estacionar em zonas urbanas e industriais, situação que tem motivado queixas de moradores e sucessivos alertas sobre os impactos na mobilidade, na segurança e na imagem da cidade.



