O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) alargou este domingo o aviso vermelho de tempo quente aos distritos de Bragança e Guarda, elevando para nove o número de distritos de Portugal continental sob o nível máximo de alerta devido à persistência de temperaturas extremamente elevadas.
Inicialmente, o aviso vermelho abrangia os distritos de Portalegre, Évora, Beja, Santarém, Lisboa, Setúbal e Castelo Branco. Contudo, a atualização da informação meteorológica levou o IPMA a incluir também Bragança e Guarda, devido à previsão de persistência de valores extremamente elevados da temperatura máxima.
Nos distritos de Bragança e Guarda, o aviso vermelho entrou em vigor às 09h18 deste domingo e prolonga-se até às 23h00 de segunda-feira, período igualmente aplicável aos distritos de Castelo Branco e Portalegre.
Já nos distritos de Évora, Beja, Santarém, Lisboa e Setúbal, o nível máximo de alerta mantém-se apenas até às 23h00 deste domingo.
Os restantes nove distritos do continente — Viseu, Porto, Faro, Vila Real, Viana do Castelo, Leiria, Aveiro, Coimbra e Braga — permanecem sob aviso laranja, o segundo mais elevado da escala do IPMA, na maioria dos casos também até às 23h00 deste domingo.
Portugal continental continua a atravessar um episódio de calor extremo, com temperaturas máximas que podem atingir os 44 graus Celsius e mínimas entre os 24 e os 28 graus, condições que agravam o risco para a saúde pública e potenciam a ocorrência de incêndios rurais.
Perante este cenário, o Governo declarou situação de alerta em todo o território continental entre sexta-feira e segunda-feira, justificando a decisão com a previsão de temperaturas muito elevadas e o agravamento significativo do perigo de incêndios.
No sábado, o ministro da Administração Interna, Luís Neves, admitiu que o estado de alerta deverá prolongar-se durante a próxima semana, tendo em conta a continuidade das condições meteorológicas adversas.
Também a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) mantém o estado de prontidão especial no nível III, reforçando o dispositivo de combate aos incêndios rurais para a sua capacidade máxima, face ao elevado risco de ignições e à rápida propagação das chamas.
Entretanto, a Direção-Geral da Saúde (DGS) mantém as recomendações dirigidas à população e aos municípios, apelando à adoção de medidas de prevenção, como evitar a exposição solar nas horas de maior calor, reforçar a hidratação e proteger os grupos mais vulneráveis, nomeadamente crianças, idosos e pessoas com doenças crónicas.



