O Auditório David Rodrigues, em Vila Verde, acolheu a apresentação da segunda edição do livro “Vilaverdense Futebol Clube – História Inteira”, da autoria de Alberto Nídio Silva, numa sessão que reuniu dirigentes, antigos atletas, sócios, adeptos e representantes institucionais, num momento dedicado à preservação da memória de um dos clubes históricos do concelho.
Durante a apresentação, o autor recordou que a primeira edição da obra, financiada através de uma campanha de crowdfunding, esgotou rapidamente, passando os exemplares “de mão em mão” entre os adeptos do Vilaverdense.
A publicação desta nova edição tornou-se possível graças ao apoio da empresa MEBRA, através do seu fundador, António Barros, permitindo não só reeditar a obra como associá-la a uma vertente solidária.
“O livro não pertence a ninguém em particular; pertence a todos nós”, afirmou Alberto Nídio Silva, anunciando que uma parte significativa das receitas obtidas com a venda desta edição será destinada aos Bombeiros Voluntários de Vila Verde.
Além da atualização da história do clube até à temporada 2023/2024, a obra inclui pequenas correções, novos enquadramentos históricos, um maior destaque dedicado aos veteranos e a integração do hino do Vilaverdense Futebol Clube, preservado graças ao trabalho de Mário Rodrigues, Manel Rodrigues e do falecido Tony Silva.
O presidente do Vilaverdense Futebol Clube, Vítor Silva, enalteceu o trabalho desenvolvido pelo autor e o contributo de António Barros, considerando que o aparecimento de sucessivas edições da obra representa um sinal positivo para o futuro da instituição.
“Espero que venham a terceira, a quarta, a quinta e a sexta edições. Isso significa que o clube está vivo e tem futuro”, afirmou.
O dirigente sublinhou ainda a importância de esclarecer definitivamente a data da fundação do clube, tema igualmente abordado na publicação, manifestando satisfação pela presença de antigos atletas e dirigentes na cerimónia.
“Podemos ter as nossas divergências, mas todos queremos o melhor para o Vilaverdense”, acrescentou, destacando também a inclusão do hino oficial nesta edição.
A sessão foi encerrada pela presidente da Câmara Municipal de Vila Verde, Júlia Fernandes, que destacou o trabalho de investigação desenvolvido por Alberto Nídio Silva e a relevância da preservação da memória coletiva.
“Ninguém consegue amar verdadeiramente aquilo que não conhece. Quanto mais conhecemos a nossa história, mais a valorizamos”, afirmou.
A autarca agradeceu igualmente o apoio prestado por António Barros ao clube e a diversas instituições do concelho, descrevendo-o como uma pessoa “generosa, discreta e sempre disponível para ajudar quem mais precisa”.
Júlia Fernandes valorizou ainda a decisão de canalizar parte das receitas da obra para os Bombeiros Voluntários de Vila Verde, considerando tratar-se de uma instituição de referência no concelho e merecedora do reconhecimento da comunidade.
A cerimónia terminou com um apelo à continuidade do trabalho de preservação da história do Vilaverdense Futebol Clube, envolvendo as novas gerações e reforçando o papel do movimento associativo na valorização da identidade e do património desportivo de Vila Verde.















