O número de cidadãos portugueses mortos na sequência do duplo sismo que atingiu a Venezuela há uma semana subiu para 95, enquanto 58 continuam desaparecidos, revelou este domingo o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).
Segundo o mais recente balanço divulgado pelo MNE, entre as vítimas mortais encontram-se 17 crianças e 78 adultos. Do total de vítimas, 82 tinham igualmente nacionalidade venezuelana.
O número de mortos entre a comunidade portuguesa continua, assim, a aumentar à medida que prosseguem as operações de busca e identificação das vítimas do desastre.
De acordo com as autoridades venezuelanas, os dois sismos registados a 24 de junho provocaram, até ao momento, pelo menos 2.954 mortos e 16.592 feridos em todo o país, fazendo desta uma das maiores catástrofes naturais da história recente da Venezuela.
Portugal integra o esforço internacional de resposta à emergência, tendo enviado equipas de busca e salvamento para apoiar as operações no terreno, juntamente com outros Estados-membros da União Europeia.
A missão portuguesa está instalada em Catia La Mar, no estado de La Guaira, uma das regiões mais atingidas pelo desastre e onde reside uma numerosa comunidade portuguesa e lusodescendente.
Os sismos, de magnitude 7,2 e 7,5, ocorreram com menos de um minuto de intervalo, a cerca de 200 quilómetros de Caracas, tendo sido seguidos por centenas de réplicas, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos.
Em La Guaira, as operações de resgate continuam entre os escombros de edifícios colapsados. Apesar do agravamento do balanço de vítimas, familiares, voluntários e equipas de socorro mantêm a esperança de encontrar sobreviventes, recorrendo, em muitos casos, a meios improvisados e até às próprias mãos para remover destroços.



